"Bio-azulejos" são alternativa à cerâmica

image Até os azulejos podem ser baseados em materiais renováveis. Os investigadores dos Instituto Fraunhofer (Alemanha) vão apresentar na International Green Week (Berlim, 18 a 27 de Janeiro) novos compósitos bioestáveis que podem ser usados em arquitectura e design de interiores.
Os novos materiais consistem numa mistura de resina epoxi de óleo de linhaça, várias fibras naturais e terra de diatomácias, um material extraído de diatomácias fossilizadas. Os novos biomateriais para azulejos, como os que foram desenvolvidos pelo Instituto Fraunhofer de Mecânica de Materiais (IWM) de Halle (Alemanha), são amigos do ambiente, leves e – dependendo da fabricação e das propriedades do material – mais eficientes do ponto de vista dos recursos e da energia, comparativamente os materiais cerâmicos convencionais. "O compósito não é rígido como o vidro nem quebradiço como a epoxi convencional, mas flexível e dobrável" – diz Andreas Krombholz, cientista da divisão de compósitos naturais do IWM. Os novos compósitos abrem novas perspectivas à arquitectura. No processo de moldação, podem ser formatados com maior grau de liberdade, em quadrados, triângulos ou círculos, por exemplo. As combinações e cores podem ser a pedido.

Adicionando pigmentos fluorescentes à mistura, podem obter-se azulejos luminosos. Isto significa que podem ser usados, em exteriores e interiores, como sinalizadores luminosos em paredes ou pavimentos. Os bio-azulejos também podem ser instalados em cozinhas ou casas de banho, bem como em coberturas de solo interiores.

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