Sobre-aquecimento e queda nos mercados fotovoltaicos

Os mercados dos módulos fotovoltaicos e dos equipamentos para a sua produção vão sofrer uma queda acentuada em 2012. Depois da euforia de investimentos em capacidade de produção, as vendas vão baixar. As empresas já iniciaram a travagem e a mudança de estratégia.

O mercado mundial dos equipamentos para produção de dispositivos fotovoltaicos deverá registar uma descida de 55% em 2012 na favturação, prevê a IMS Research (Wellingborough, Reino Unido). A principal causa desta queda para menos de metade é a sobre-capacidade de produção, criada pela proliferação de investimentos nesta área, muito para além da procura real. Em segundo lugar, o sector deverá enfrentar uma redução da procura, incluindo o cancelamento de encomendas de equipamento, pelo menos a curto prazo.
A IMS considera que, "embora inevitável o regresso ao crescimento em 2013, não se prevê uma recuperação em V apertado. Os equipamentos para fabricação de dispositivos fotovoltaicos voltarão a ter uma recuperação sustentada à medida que as empresas procurarem investir em novos equipamentos para continuarem competitivas, melhorarem os processos de produção, aumentarem a eficiência das células e reduzirem o custo por watt associado ao produto acabado".
Em 2011, os aumentos de capacidade mundial de produção de módulos fotovoltaicos já aumentou 50% e deverá chegar aos 54% até ao final do ano, a que corresponde uma potência na ordem dos 50 GW. No entanto, a procura mundial apenas deverá crescer 19% (para os 23 GW). A sobre-capacidade e a incerteza de evolução dos principais mercados (como a Itália, a Alemanha e o Reino Unido), vai "arrefecer" os investimentos no sector. Em 2012, o aumento de capacidade deverá ser "apenas" de 10%. Vários fabricantes adiaram planos de expansão e alguns produtores chineses de menor dimensão (Tier 3) começaram a fechar ou suspender a produção. As falências atingiram também empresas de grande dimensão. Fabricantes europeus como a Conergy e o REC Group anunciaram o fecho das unidades de produção de células e ‘wafers’, enquanto outros, como a Photowatt reduziram a produção. Vários fabricantes estão a abandonar as estratégias de integração vertical e de contratos de fornecimento de longa duração, já que podem comprar células e ‘wafers’ fotovoltaicas a preços muito mais baixos no mercado spot.

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