Metais raros continuam em alta

A China mantém a sua política de restrição das exportações de metais raros ("terras raras"), tirando partido da posição dominante quase absoluta (97% da produção mundial). Os metais raros são indispensáveis ao fabrico de produtos que vão desde os ímanes permanentes dos motores eléctricos aos mais diversos componentes electrónicos para baterias, telemóveis, discos rígidos, aerogeradores, etc.. A persistência da política chinesa põe em risco o futuro de várias indústrias ocidentais, designadamente na área da eficiência energética e das energias alternativas.

Li Zhing, vice-director geral da Baotou Steel Rare-Earth Hi-Tech Holding, um dos maiores produtores mundiais de metais raros afirmou recentemente que a China deixará de ser o maior fornecedor global, dado que a indústria china vai dar prioridade ao mercado doméstico. Estas declarações confirmam a estratégia chinesa de usar esta matéria-prima como instrumento para favorecer a indústria local, reforçando a tendência para os produtores mundiais de motores e componentes electrónicos deslocalizarem os investimentos para a China, como única forma de evitar o aumento do preço dos metais raros. O efeito combinado das quotas e do imposto sobre as exportações implica um aumento de preço na ordem dos 40%. Ao atrair investimentos através de práticas monopolistas, a China pretende adquirir rapidamente tecnologia em áreas estratégicas como motores eléctricos de alta eficiência energética, energia solar, automóveis eléctricos, etc..
A quota de exportação definida pelo governo chinês para este ano é de 30,138 toneladas, com uma redução de 40% em apenas dois anos. Segundo a China Rare Earth Society, a produção de 2010 excedeu em 40% a quota de 93,800 toneladas estabelecida pelo governo. Este ano, porém, as autoridades chinesas estão decididas a controlar e impedir a produção ilegal.

No quadro em baixo, os preços dos 17 metais raros, com base na informação da Shanghai Non Ferrous Trade Association e da Bolsa de Metais de Shangai.

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